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Segunda-feira, 27 de Julho de 2015.

ABEMEC-MG convida representantes de associação norte-americana para palestra sobre gestão e manutenção de elevadores

Apresentar novidades, técnicas e práticas modernas na gestão de elevadores, aplicáveis ao Brasil, e permitir o networking e a troca de conhecimentos entre os profissionais do segmento: Estes foram alguns dos principais objetivos alcançados pela “Palestra Internacional sobre Gestão de Manutenção de Elevadores”, realizada em 14 de maio, no CREA-MG , por iniciativa da Associação de Engenharia Mecânica e Industrial de Minas Gerais (ABEMEC-MG).
O evento, patrocinado pelas empresas Alfa Elevadores, Brim Sistemas - Liftflex, Cimaf, Fermator, Elevcom, Infolev, Priysmian Draka do Brasil, Torindrive, pela Mútua-MG e pelo Sindicato dos Condomínios Comerciais, Residenciais e Mistos de Minas Gerais (SINDICON-MG), recebeu a inscrição de participantes de todo o país e CAFAC-Argentina contou entre outros com as presenças de Ronaldo Bandeira, presidente da ABEMEC-MG e um dos organizadores do evento, Jobson Andrade, presidente do CREA-MG, Carlos Eduardo Queiroz, presidente do SINDICON-MG-MG, Marcelo Aguiar, Diretor do Sindicato das Empresas de Elevadores do Estado de Minas Gerais (SECIEMG), Jomar Cardoso, presidente do Sindicato das Empresas de Conservação, Manutenção e Instalação de Elevadores do Estado de São Paulo (SECIESP) e Fernando Tupinambá de Menezes, presidente do Sindicato das empresas de conservação, manutenção e instalação de elevadores do Estado do Rio de Janeiro (SECMIERJ), Presidente e tesoureiro da CAFAC – Câmara Argentina de Fabricante de Ascensores Rafael Cala e Marcelo Bellossi.
Pela primeira vez estiverem juntos representantes dos órgãos responsáveis pelos elevadores das Prefeituras de Belo Horizonte Alessandra Campos, Aloísio Amorim de Campos, Clisley Lancetti Daher, Imaculada Batista Queiroga, Juliano de Souza Mariano, Márcia Curvelano de Moura, da Prefeitura do Rio de Janeiro - GEM - José Carlos Vilardo, da prefeitura de São Paulo –SEGUR 4 - José Luiz Amadio e Luiz Ricardo de Mello Biccari, da prefeitura de Salvador Félix Nobre Santos e Nelson Brito Filho.
Pouco depois do Coffee Break oferecido pela organização do evento, participantes e convidados reuniram-se no plenário, para o início da palestra com Teresa Witham, diretora executiva da National Association of Elevator Contractors (NAEC), associação norte-americana de empresas da indústria de elevadores. “É um prazer estar aqui e um privilégio ter sido convidada“, disse, não escondendo a satisfação. Durante sua apresentação, Teresa explicou o organograma da entidade, sua organização em comitês e, também, a rotina de trabalho. “É um ótimo lugar para se trabalhar. Deixamos de lado as categorizações e agimos de forma cooperativa, resolvendo problemas que são comuns a toda a indústria de elevadores, auxiliando nossos associados em suas demandas básicas de negócios. Nós ajudamos o mundo a mover coisas”, explica. A convidada também frisou a equidade entre todos os integrantes da Naec e o crescimento constante da instituição, relatando, de forma didática, seus eventos, promovidos anualmente, bem como os serviços prestados a seus associados. Ao fim de sua participação, Teresa falou um pouco sobre os projetos de certificação técnica desenvolvidos pela entidade (o CET – Certified Elevator Technicians e CAT – Certified Acessibility Technicians) e destacou o reconhecimento dos serviços prestados nos Estados Unidos e ao redor do mundo. “22 comitês de licenciamento de estados norte-americanos e diversos países adotam nosso programa de educação técnica continuada”, conta.
Brian Farley, presidente da NAEC e CEO do Hudson Elevator Group, empresa especializada na produção de elevadores especiais, foi o segundo palestrante do dia. Ao iniciar sua apresentação, o convidado agradeceu a oportunidade de estar, pela primeira vez, no Brasil. “Tentando compreender os motivos para a minha participação, consegui vislumbrar a razão de estar aqui. A NAEC iniciou suas atividades muitos anos atrás, nos Estados Unidos, quando a indústria começou a crescer. Havia muitas empresas que operavam de forma individualizada e precisavam se unir, posicionando-se dentro do mercado de manufatura, instalação e manutenção de elevadores. Elas, no entanto, não dialogavam entre si”, observa. Segundo Brian, passou-se, então, a reconhecer a necessidade de uma organização que compartilhasse informações e aprendesse sobre produtos e mercado. “Crescemos verticalmente, da mesma forma que o Brasil e outros países têm crescido. Ao ver esse interesse sobre elevadores, aqui, em meio a tantos profissionais, quase faço uma pequena viagem ao passado, quando meu pai estava no mercado e deu início a uma organização que trocava informações e tecnologia com o interesse amistoso mútuo de fazer elevadores melhores para todos. É uma responsabilidade social que acompanha nosso trabalho, pois nos tornamos responsáveis pelas vidas das pessoas, diariamente. Devemos nos assegurar que nossos elevadores sejam seguros, recebam manutenção apropriada e durem. Não se trata de encontrar o produto mais barato. Em última instância, um bom trabalho se resume em ser responsável”, afirma. O encontro, na opinião do palestrante, teve grande importância histórica. “Acredito que, dentro de 20 anos, as pessoas irão recordar deste evento como o dia em que foi possível dialogar e aprender um com o outro, construindo uma indústria de elevadores melhor”, opina.
Brian chamou atenção para a importância de cuidados com a segurança não somente de usuários, mas, também, dos técnicos que atuam no segmento de instalação, manutenção e reparos. “Em Nova York, se acontece um acidente, temos um problema. Sé há dois acidentes, temos um problema sério. Se acontecem três, você está fora. É assim que funciona. A prevenção de acidentes também é parte da abordagem, para se ter certeza de que os elevadores são seguros. Se você quer se manter, treine seus funcionários para fazer o trabalho de forma adequada, inspecione e faça a manutenção dos elevadores e não cause acidentes. Ontem, durante uma reunião com os organizadores deste evento, ouvi um pouco sobre a política de acidentes no Brasil e, aparentemente, não há advogados no país. Nos EUA, acidentes tiram as empresas do mercado e quando eles acontecem, não importa quem foi o responsável, as empresas e companhias de seguro são responsabilizadas financeiramente”, observou. Segundo o palestrante, a agência federal responsável pelo cumprimento da legislação sobre segurança e saúde nos EUA (Em Inglês, OSHA – Occupation Safety and Health Administration) é bastante rigorosa. “Temos que ser seguros, pois movemos muitas pessoas em ambientes públicos”, justifica. Dando continuação à apresentação da colega Teresa, o presidente aprofundou na explicação dos projetos educacionais de certificação da Naec, bem como dos cursos online disponibilizados em seu website.O crescimento da figura dos consultores foi um dos tópicos da apresentação do presidente. Segundo Brian, este profissional já atuava no mercado, mas, recentemente, nos EUA, passou a ajudar na inspeção de elevadores e ganhou importância no segmento.
“A qualidade de vida de um profissional norte-americano da área de elevadores é muito boa. Instaladores e responsáveis pela manutenção trabalham de 07 às 15h e recebem um salário bem superior ao de outros trabalhadores, em media 10.000 dólares por mês”, relata. Nós não podemos ter pessoas consertando bicicletas um dia e consertando elevadores na próxima semana
A experiência de Brian a frente da Hudson Elevator Company compôs a segunda metade de sua apresentação. O empresário contou um pouco sobre a rotina de trabalho e sobre o mercado de elevadores em uma das maiores cidades do mundo. “Existem, aproximadamente, um milhão de elevadores no país e cerca de 80 mil em Nova York. 40% das atividades é gerenciada por grandes empresas, mas, graças à experiência da NAEC, hoje temos muitas empresas independentes e sofisticadas e algumas com 200 a 300 funcionários modernizando elevadores com 50 a 60 andares. Elevadores são uma parte intrínseca do crescimento de Nova York. As pessoas preferem se deslocar por 20 andares do que dirigir por uma hora e meia para chegar ao trabalho. Isso é o que eu vejo em grandes cidades e, também. no Brasil. Temos um futuro brilhante, no que diz respeito ao crescimento deste mercado”, observa.
Relata também Brian que em Nova York, os proprietários de elevadores rejeitaram equipamentos com cláusula de exclusividade legal, dando a oportunidade para que outras empresas de manutenção atuem, mantenham, modernizem os elevadores e tenham acesso à tecnologia, de modo que, caso o serviço não seja aprovado, seja possível seguir em frente com outra empresa”, explica. A contratação de empresas independentes, na opinião de Brian, oferece vantagens que favorecem o cliente. “Eu tenho um mecânico de elevadores e ele é responsável por, aproximadamente, 100 unidades. Grandes empresas um técnico cuida de 180 a 200 elevadores. Com o tempo contado e de posse de um GPS, os técnicos entram e saem, apressadamente, dos prédios. É assim que elas mantêm o equipamento. Não é um bom negócio. Pode parecer bonito no relatório financeiro, mas, para que mantenhamos nossa clientela, construída no decorrer de anos e anos, temos que dedicar de 30 a 60 minutos por mês para a manutenção de elevadores”, exemplifica.
Sobre elevadores sem casa de máquinas(MRL) o presidente externou a preocupação em relação a durabilidade, dificuldades para manutenção na máquina e acesso ao limitador de velocidade e resgate de passageiros. E leu o parecer da Associação dos engenheiros do exercito dos Estados Unidos criticando este projeto bem como a situação atual do estado da Califórnia.
O procedimento para a instalação de novos elevadores foi explicado pelo convidado. Segundo o seu relato, em Nova York, quando um novo prédio é projetado, suas plantas são encaminhadas para o departamento de edifícios da prefeitura, que inspecionam todas as os projetos, inclusive os de elevadores. “Quando a construção fica pronta, é obtido um certificado de ocupação, que permite que as pessoas possam se mudar para o prédio. A administração pública envia, então, um inspetor para os elevadores, que fará diversos testes com o equipamento e, ao final, emitirá um certificado definitivo, permitindo seu uso. A partir dai, devemos fazer inspeções anuais, com nossa equipe técnica. Para elevadores entregues o que mudou, nos últimos cinco anos, é que devemos contratar uma pessoa para testemunhar essa inspeção e assegurar que este procedimento está sendo feito de forma apropriada. Se for constada uma violação técnica, temos 16 dias para corrigi-la. Caso contrário, é aplicada uma multa. Isso incentiva as pessoas a fazer com que os elevadores funcionem corretamente. Tudo se resume em ter certeza de que eles são seguros”, pontua. Custa em media US$800 para um inspetor testemunhar a inspeção anual, que dura 2-3 horas. As inspeções de 3 e 5 anos que demandam de mais testes conforme norma ASME 17.1 são mais onerosas.
As apresentações foram muito bem recebidas pelos seu mais de 150 inscritos. Na opinião de Rodrigo Rodrigues, engenheiro mecânico e consultor da Thopp Elevadores, este tipo de iniciativa deveria ocorrer com mais frequência, dada a importância do assunto e a responsabilidade social das empresas do segmento. “Foi um evento de grande excelência. Minha visão mudou depois dele. Acredito que não devemos transferir a responsabilidade coma segurança somente para o governo. Os proprietários de equipamentos também devem custear a fiscalização, pois o que está em jogo são vidas das pessoas”, diz.
Para o organizador do encontro e Conselheiro do Crea-Minas , Ronaldo Bandeira, o feedback sobre as palestras não poderia ser melhor. “Recebi muitos elogios de participantes de diversas universidades, sindicatos, consumidores, fornecedores e do próprio Crea-Minas, que afirmaram que este foi de grande repercussão. O saldo foi muito positivo”, afirma.
Segundo o engenheiro Fabio Aranha, que coordenou os trabalhos durante a palestra, Belo Horizonte tem se destacado, nesse segmento especialmente com a atuação do Crea-Minas , o único no Brasil a realizar diversas ações para o setor de transporte vertical, tais como cursos, palestras, encontros da ABNT entre outras realizações . “O elevador é um dos inventos mais importantes da humanidade. No Brasil, este setor tem recebido pouca importância, mas mesmo o mercado norte-americano sendo mais desenvolvido, aqui temos grande potencial a explorar, por exemplo, nosso deficit habitacional é bem maior. É importante, que haja um intercâmbio entre o poder publico, sindicatos e empresas, para viabilizar um transporte vertical mais seguro”,
O interesse e participação pelo tema, evidenciados pelo auditório repleto de profissionais do mercado chamaram a atenção dos convidados do dia. “Fiquei muito impressionada pela quantidade de pessoas presentes, que fizeram perguntas extremamente inteligentes. Acho que a indústria de elevadores no Brasil tem um futuro promissor. É possível perceber que todos estão muito preocupados em melhorar a qualidade dos equipamentos e dos serviços”, afirma Teresa Witham. Brian também se mostra muito otimista quanto ao potencial do mercado de transporte vertical brasileiro. “Estou ansioso para ver o futuro e presenciar o crescimento da indústria. O mundo está se tornando um lugar cada vez menor, à medida que as pessoas têm os mesmos interesses e compartilham informações. Acho que estamos em boas mãos”, opina.
Quem são os associados da Naec:
• 289 Empresas de manutenção de elevadores
• 57 Membros de associações, consultores, inspetores, universidades, instituições e
empresas fora dos estados unidos.
• 3 Atua nos dois seguimentos anteriores;
• 278 Fornecedor;
• 12 Assinante;
• 4 Membro honorário.

643 Total
Fonte: ABEMEC / Revista Elevador Brasil


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